Carlos Brando

Nome do Jogo

300

Daqui 30 dias veremos um dos mais esperados filmes do ano. “300”

O filme é baseado na Graphic novel de Frank Miller, que também assina Sin City recentemente lançada no cinema e DVD. No elenco estará o agora internacional Rodrigo Santoro, com destaque interpretando o vilão. O texto é praticamente fiel aos quadrinhos, apenas acrescentando uma história secundária para atrair mais atenção ao publico feminino. O filme tem tudo para ser um épico. Boa produção, efeitos especiais de tirar o fôlego, um roteiro afiado, porém é na história real do mito que está o grande atrativo de “300”.Embora o roteiro de Miller nos quadrinhos não seja uma réplica exata da história, a essência esta ali. Estamos no verão de 480 a.C. no desfiladeiro das Termópilas nas Grécia central. No período da II guerra Médica, (não, não foi uma batalha travada por médicos com bisturis…), ou seja, a segunda investida dos Persas para dominar a Grécia. Os Persas eram a nação a ser temida. Haviam derrotado a poderosa Babilônia e agora seu império se expandia pelo mundo. Finalmente o Ocidente se encontrava com o Oriente. Muitos anos antes uma batalha com essa já havia sido travada, entre os Aqueus e os Troianos, mas agora essa era uma guerra de proporções muito maiores. Se os Persas conseguissem invadir a Grécia talvez todo mundo ocidental como conhecemos não houvesse existido.

A Hélade (dividida em várias pequenas cidades-Estado independentes, separadas entre si por particularismos geográficos e culturais) finalmente resolve se unir para deter o avanço do Rei-de-Reis, titulo dado a Xerxes.

31cidades-estados apoiaram a liga e elegeram com líder Leônidas I de Esparta, a mais bem preparada militarmente. O contingente atingiu em torno de 7.000 homens. O inimigo era enormemente superior. Heródoto, historiador grego que viveu num período aproximado ao embate diz que eram pelo menos 4 milhões de Persas. Hoje se sabe que esse numero era exagerado e que os Persas não devem ter passado de 250.000, mas ainda assim era uma proporção de 35 soldados persas para 1 grego. Os gregos sabiam que não podiam vencer, mas o objetivo era atrasar ao máximo os avanços Persas. A estratégia foi bem definida. Em vez de enfrentar os Persas num campo aberto, onde seriam evidentemente massacrados, eles levaram a batalha para o desfiladeiro das Termópilas, onde o curto espaço não ajudaria movimentação do enorme exército inimigo.

Xerxes com certeza não esperava tanta resistência de tão poucos homens. No entanto os gregos não poderiam resistir mais e o pior aconteceu, uma traição. Elfiates filho de Euridemo de Mális entregou ao rei Xerxes um caminho alternativo para atacar os gregos pelas costas, em troca de futuro prestigio. Sem alternativas eles então retornaram para avisar as outras cidades e para proteger seus estados, com exceção de Leônidas e seus 300 corajosos homens que decidiram retardar ao máximo o avanço hostil, para que seus companheiros pudessem se preparar. Hoje os historiadores dizem que pelo menos mais mil soldados permaneceram ali.

Por sete dias eles conseguiram combater os Persas e derrubando 30.000 homens do exercito invasor. Porém Xerxes convocou seus 10.000 imortais, a tropa de elite dos persas e massacrou os homens de Leônidas. Xerxes ainda procurou o corpo de Leônidas para ver quem causara tantos danos ao seu exército, mas não o encontrou.

Quem venceu a batalha? Aparentemente os Persas que derrotaram a força de contenção dos gregos. No entanto os Gregos conseguiram o que queriam e por isso se saíram também vitoriosos. O atraso no avanço Persa foi determinante para que os gregos se organizassem e estivessem preparados. Os Persas nunca conseguiram subjugar os gregos após essa batalha e 150 anos depois um jovem general Macedônio viria a impor uma humilhante derrota aos persas e dominar o mundo, mas isso é conversa para outra história e outro filme.

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